Dora Kramer -Estado de SP. O sociólogo e consultor na área de comunicação política Antônio Lavareda Filho listou cinco fatores que favorecem Alckmin e Lula. Primeiro, a lista de Lula, encabeçada justamente pela vantagem mais óbvia: a taxa de reeleição do ocupante do cargo. Na ainda incipiente experiência brasileira ela é de cerca de 80%. O bom desempenho da economia, é o segundo fator favorável a Lula. O terceiro são os dados de comparação com o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, percebido por 53% da população como pior que o atual governo. A quarta vantagem de Lula, é o efeito dos programas de distribuição de recursos sobre a renda dos mais pobres. A quinta, "resultado de uma estratégia bem-sucedida da defesa", é a "equivalência moral" pela qual o PT passou a ser percebido como igual a todos os partidos, nem melhor como dizia ser nem pior. Agora, a lista de Alckmin, liderada pelo item ambiente de campanha. "É sempre mais favorável à oposição, principalmente no período em que a lei assegura maior simetria de recursos". De acordo com Lavareda, o candidato do PSDB tende a contar com a classe média, perdida pelo presidente Lula em relação a 2002, e está aí a sua segunda vantagem. A terceira, o porcentual de 38% de avaliação positiva do governo. "Só índices superiores a 45% dão relativa tranqüilidade e, ainda assim, quando consolidados. O quarto ponto da lista de Alckmin pode ser o apoio das camadas de maior renda e taxa de escolaridade, "por causa da influência do topo sobre a base da pirâmide social". Por último, o segundo turno que, realizando-se, será uma meia vitória de Alckmin. Pelas contas de Lavareda, "está longe" de ser impossível.